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Saneamento básico
12/11/2009

Saneamento básico A ONU aponta os números do saneamento básico no Brasil como um dos problemas que entrava o desenvolvimento humano. Quarenta e três milhões de pessoas não têm saneamento em casa (25% da população). A falta de esgoto não foi totalmente solucionada nem o Distrito Federal, que recebeu elogios das Nações Unidas porque a população e o governo trabalharam juntos para amenizar o problema. A situação é mais dramática em cidades pequenas do Norte e do Nordeste. Países como Cuba e Paraguai têm índices de saneamento melhores que os do Brasil. "É preciso vontade política, e vontade política se expressa também em quanto cada governo nacional aloca no seu Orçamento para enfrentar este problema", diz José Carlos Libânio, especialista em desenvolvimento humano. O governo assegura que os investimentos em saneamento cresceram nos últimos três anos diz que liberou quase R$ 13 bilhões para o setor nesse período. No fim do ano que vem, será concluída a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico; o ministério das Cidades espera que ela já registre o resultado dos novos investimentos. O ministério diz ainda que Parcerias Público-Privadas e outros investimentos devem aumentar com a aprovação do marco regulatório do saneamento, que está na pauta da Câmara. Além disso, o estudo das Nações Unidas estaria defasado, porque só levou em conta dados até 2004. "As obras de saneamento levam, em média, entre dois a três anos. Os recursos que foram disponibilizados em 2003, 2004, muitas dessas obras foram concluídas em 2005 e 2006", explica o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Abelardo de Oliveira Filho. As Nações Unidas dizem que em pelo menos num ponto o Brasil já pode ser comparado a países de alto desenvolvimento humano: 90% da população tem acesso a água potável. Em Porto Alegre, o acesso chega a quase 100%; oito em cada dez moradores pagam tarifas subsidiadas. Os mais ricos ajudam a pagar a conta. "As pessoas que consomem mais, elas concordam em pagar por aqueles que teriam dificuldades de ter esta prestação de serviço atendida", garante o diretor do departamento de Água e Esgoto da cidade, Flácio Presser. A ONU diz que o desenvolvimento humano poderia ser melhor se os recursos fossem aplicados com mais eficiência. Esse não é um país pobre, esse é um país rico. Ele tem que melhorar a transformação de riqueza em bem-estar para a sua população.


Fonte: REVISTA SANEAR Ano III número 7


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