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Aumenta a poluição da água
28/02/05
AMBIENTE - A contaminação das águas no Brasil aumentou cinco vezes nos últimos dez anos e o problema pode ser constatado em 20 mil áreas diferentes do país.Estes são apenas alguns pontos presentes no relatório. "O Estado Real das Águas do Brasil", lançado em Brasília pela Defensoria da Água, Cáritas e UFRJ. O relatório revela que a contaminação avança muito rápido num espaço de tempo considerado curto. Se a poluição das águas quintuplicou em 10 anos, as perspectivas ainda estão longe de ser consideradas positivas. Se a contaminação continuar no ritmo em que está, nos próximos dez anos a situação será realmente muito crítica. O informe quer chamar a atenção para isso, para o que estamos fazendo com a água, o nosso principal bem público. O relatório faz um levantamento nas cinco regiões brasileiras, a fim de oferecer um panorama geral sobre a situação.
O problema nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte chamam muita atenção, pois em áreas onde há cinco anos não havia sido detectado nenhum tipo de poluição das águas, hoje já estão dentro das áreas consideradas contaminadas.
Na Região Sul, a contaminação é crescente por conta do crescimento industrial. Já no Nordeste, a escassez da água também é intrinsecamente ligada à contaminação, pois a qualidade da água que é consumida pela população continua não apresentando segurança para saúde. Os esgotos de todos os tipos quando não tratados, são a causa maior da poluição. Invasões, falta de controle, não adequação as leis, construções irregulares, fiscais que não controlam, etc, deixam toda essa situação em um total abandono. Na verdade tem que se dizer: em um Estado como São Paulo se considera que pouco menos de 50% de todos os esgotos sejam tratados, mas na verdade não existe uma pesquisa completa e atualizada. No mapeamento geral, o Relatório aponta 20 mil áreas contaminadas, que interferem diretamente na condição de saúde das populações. O número é maior do que o reconhecido pelos últimos dados do Ministério de Saúde, que é de 15.200 áreas.
O relatório conta ainda com uma análise de comportamento das grandes indústrias em relação à transparência de seus balanços no que diz respeito à responsabilidade ambiental, pois é uma prática comum das empresas omitirem seus passivos ambientais, e não investem na prevenção dos riscos ao meio ambiente e à saúde pública.
O estudo foi feito entre os anos de 2003/2004 no Relatório na Conferência Mundial da UNCTAD, em Genebra, Suiça. Depois de ser apresentado na Primeira Semana Brasileira de Economia e Contabilidade Ambiental, em Brasília, o Relatório teve seu lançamento em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Além de indicar as áreas contaminadas e os comportamentos ambientais errados, o Relatório apresenta ainda o conjunto de ações feitas em defesa das águas no Brasil. (Muito pouco na verdade, pois não tem uma fiscalização adequada).
Fonte: Informativo AMPP
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